A arte e a gestão de pessoas

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Leyla Nascimento / Crédito: Divulgação
Leyla Nascimento é presidente da ABRH-Brasil / Crédito: Divulgação

AS ATUAIS TURBULÊNCIAS por que passamos reforçam uma necessidade há muito tempo presente na agenda das empresas: a de inovar. Encontrar novas respostas para novos problemas ou para antigos dilemas do mundo corporativo compõe, ao lado de novos produtos ou serviços, alguns dos exemplos de inovação e criatividade. Mas para que seja possível atingir esses objetivos, se fazem necessárias uma profunda reflexão sobre a cultura da empresa, seus valores e propósitos e uma mudança na forma de encarar esses aspectos, bem como tudo o que rodeia a organização.

Falar em inovação é falar em uma cultura organizacional que permita aos colaboradores uma maior participação por meio da troca de ideias. Isso pressupõe criar e manter uma comunicação eficiente, de mão dupla, antenada com a complexidade que o mundo atual nos impõe, demandando uma postura mais reflexiva, recursiva e dialógica de todos, em especial da liderança. Sim, os líderes têm um papel extremamente importante nesse processo, pois, reforçam a cultura desejada, são elementos chave de comunicação e dão a sustentação para a mudança. Mudança, também, em como olhar o mundo, o outro. Por essa razão que diversidade, criatividade e inovação andam de mãos dadas, na complementaridade de opiniões e visões.

E é nessa construção feita a partir de diferenças de ideias, diante da insatisfação ou inquietação sobre algo, que surge o novo, tal como nas artes. É a partir de um novo olhar do artista ou de uma nova técnica que se apresenta diante dele, é que se formam e se consolidam as escolas na pintura, na literatura e demais manifestações humanas.

Vale ressaltar que, seja no mundo corporativo ou nas artes, para que as mudanças ocorram é fundamental a presença e atuação do ser humano. É o artista que saberá explorar uma nova técnica ou o gestor que dará um novo significado a uma determinada demanda. Por essa razão, o alinhamento entre arte e gestão de pessoas é algo natural e, também, é a principal característica de nossa edição de 2015 do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, o CONARH.

Esperamos que, por meio da porosidade entre esses mundos, seja possível aos nossos congressistas a possibilidade de olhar para a empresa como um artista, percebendo não apenas os jogos de sombras, mas a luminosidade e as cores, as formas e as possibilidades de criação possíveis nesse universo chamado organização. Daí para criar uma nova história ou qualquer outra obra é um passo…

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