A gestão de pessoas no estado da arte

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Leyla Nascimento / Crédito: Divulgação
Leyla Nascimento é presidente da ABRH-Brasil / Crédito: Divulgação

Em meio às mudanças e fortes demandas do mundo corporativo, e talvez por conta desses fatores, percebe-se uma relação tímida entre arte, sentimento e trabalho. É como se fossem campos excludentes, em que, de um lado, temos o artista e sua liberdade para exprimir seus sentimentos e visão de mundo e, de outro, inúmeros profissionais preocupados com processos, regras e resultados em conformidade com o mercado.

Essa aparente dicotomia que instiga atribuir à arte o sentimento e ao trabalho a repressão desse traço de humanidade, aos poucos, e felizmente, vai perdendo sua força. E a relação fugaz entre os dois mundos citados conquista novos contornos. Mas ainda é preciso vencer algumas barreiras.

O mundo corporativo, que utiliza o termo “estado da arte” para designar um processo como excelente, por exemplo, precisa assimilar de forma plena tudo aquilo com que as manifestações artísticas podem contribuir para que a gestão, e em especial a de pessoas, seja, de fato uma arte.

O mundo do trabalho, pleno de artífices, que necessitam de regras e padrões para atingir um determinado objetivo, precisa transformar esses profissionais em artistas, que são capazes de criar um trabalho a partir do equilíbrio entre razão, inteligência emocional e sensibilidade. E esses artistas têm mais e melhores condições e forças para influenciar diferentes públicos, despertando-os para novas formas de relacionamento e reflexões.

Em outras palavras, o espírito da arte fomenta a criação de outros artistas. Em um ciclo virtuoso, uma gestão que tenha acordado para essas questões e relações irá produzir profissionais melhores, líderes mais eficientes, resultados mais belos. E o que seria a beleza de uma meta ou de um objetivo cumprido? A satisfação e a apreciação por parte de todos os seus interlocutores, ou stakeholders; a certeza da construção de um processo transparente a partir de um propósito claro e nobre; e o encantamento e a motivação de que é possível criar uma empresa, uma sociedade e uma nação mais belos.

Estamos a um passo da nossa 41ª edição do maior congresso sobre gestão de pessoas da América Latina, o CONARH, cujo tema é A Arte da Gestão de Pessoas. Esperamos, nos quatro dias desse maravilhoso evento, ajudar cada um de vocês a descobrir o artista que se esconde no profissional e encantá-lo e encorajá-lo a levar a gestão de pessoas ao estado da arte em suas empresas.

Leyla Nascimento
presidente da ABRH-Brasil

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