Atividade freelancing cresce 181% em 2016

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    Levantamento da Workana, realizado com profissionais latino americanos, aponta também que freelancers tendem a atuar em mais de uma categoria de trabalho

    Em um cenário onde o desemprego atingiu 13,7% no primeiro trimestre deste ano e já é realidade para mais de 14,2 milhões de brasileiros, o número de trabalhadores freelancers cresceu 181% em 2016. É o que aponta o Relatório de Trabalho Independente e Empreendimento realizado pela Workana, plataforma de trabalho freelance.

    De acordo com Guillermo Bracciaforte, co-fundador da empresa, a modalidade foi uma alternativa encontrada para os brasileiros que perderam seus empregos nos últimos anos, ou para os que tiveram que buscar soluções para obter uma fonte de renda extra. Além disso, o estudo aponta o surgimento de um novo perfil de trabalhador, que valoriza a flexibilidade e a liberdade de atuação proporcionada pelo freelancing, e que também impactou o crescimento registrado pela categoria.

    Dessa forma, plataformas como a Workana, que dão suporte aos freelancers além de conectarem profissionais e empresas que buscam serviços, também apresentam crescimento a cada ano. Fundada em 2012, a empresa dobrou sua atuação em relação ao ano anterior e já possui mais de 500 mil freelancers cadastrados e 250 mil projetos realizados nas sete categorias disponíveis no site.

    Tradução e Conteúdos, TI e Programação, Marketing e Design são as áreas que mais possuem profissionais cadastrados na plataforma. O estudo também apontou que os freelancers tendem a trabalhar com a combinação de mais de uma categoria de atuação como, por exemplo, Marketing e Design, Marketing e Tradução e Design e TI.

    Em contrapartida ao cenário do mercado de trabalho tradicional, em que há predominância das vagas para mais jovens, a igualdade de oportunidades para profissionais de faixas etárias diferentes também foi um fator levantado na pesquisa. O número de profissionais menores de 30 anos que atuam como freelancers ainda é maior (35%), mas cerca de 31% possuem entre 34 e 43 anos e 18% são maiores de 49 anos.

    O modo de trabalho freelance, assim como a capacitação desses profissionais, também foram pontos levantados pelo relatório. Entre os entrevistados, 74% trabalham sozinhos, enquanto 13,7% têm um sócio e 12,3% trabalham com uma equipe, principalmente para atender às diversas demandas que possuem e, também, oferecem serviços cada vez mais completos aos seus clientes.

    Já em relação à capacitação, o estudo apontou que os freelancers estão cada vez mais investindo em novos conhecimentos de suas áreas de atuação, o que é essencial para o crescimento de suas carreiras. Cerca de 41% dos profissionais está estudando atualmente – 25% em cursos de capacitação – e aproximadamente 49% dedicou pelo menos 40 horas de capacitação em 2016.

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