Brasileira, e com visão global

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Leyla Nascimento / Crédito: Divulgação
Leyla, da ABRH-Brasil: discutir temas globais / Crédito: Divulgação

No ano em que completa seu 50º aniversário, a ABRH-Brasil tem outros grandes motivos para comemorar. Um deles é a consolidação de sua nova marca, que denota perenidade e simplicidade, a partir de um ícone moderno, que traduz o orgulho de nossa brasilidade e, mais do que isso, que aponta as melhores direções para a construção de uma gestão de pessoas cada vez mais forte e melhor. Ao adotar “Brasil” como extensão da marca, no lugar de “Nacional”, a entidade reforça, ainda, sua presença além de nossas fronteiras. E aqui entra outro motivo de comemoração: a também consolidação de um projeto internacional proposto pela entidade.

Inspirado nos moldes do Grupo dos 20, ou G20, a proposta cria um grupo voltado para a gestão de pessoas. “Trata-se do Global Studies Comittee, GSC 20, grupo que ficará sob a coordenação e liderança da Federaçao Mundial, integrado pelas 20 maiores associações nacionais da World Federation of People Management Associations (WFPMA). Ele tem como objetivo discutir temas globais que são desafios para as organizações e que impactam as áreas de gestão de pessoas”, diz Leyla Nascimento, presidente da ABRH-Brasil e, recentemente, eleita presidente da Federación Interamericana de Asociaciones de Gestión Humana (Fidagh).

Ela reforça que espelhar o existente G20 – com abrangência totalizante da economia –  com o GSC 20 é uma urgência para que não se perca a oportunidade de usar a musculatura dos principais players econômicos para a análise da relevância da dimensão “talento” em âmbito planetário. “A proposta está alinhada com a atual dinâmica da sociedade para trabalhar em rede, que se mostram mais úteis quando não são estanques, mas que se cruzam para buscar novas maneiras de entender como a sociedade pode avançar com ‘pensamento fora da caixa’”, diz.

O primeiro projeto sobre o GSC 20 foi apresentado na edição de 2013, durante o CONARH, em reunião com a WFPMA, e o projeto final teve sua apresentação feita por Leyla Nascimento em outubro do ano passado, na reunião de head of nations da WFPMA, no Chile.

Diretor da ABRH-Brasil para Assuntos Corporativos Internacionais e superintendente executivo da Fundação Roberto Marinho, Nelson Savioli conta que a entidade brasileira, como impulsionadora desse projeto, iniciará sua interlocução com temas de interesse para os brasileiros. “Um exemplo é a inserção da nova mentalidade dos jovens, quando mergulham em estruturas empresariais que ainda pensam ‘dentro da caixa’. E também como as empresas do GSC 20 estão identificando quais de seus perfis profissionais estarão mudando nos próximos dez anos para se adaptar às rápidas transformações tecnológicas. Ou, ainda, o que tem dado certo e o que não funciona no trabalho a distância”, elenca.

Savioli reforça a importância de um grupo como esse para o RH e acredita que ele estará na “lista de preferidos” dos profissionais de gestão de pessoas. “Hoje, temos à disposição milhões de possibilidades de conhecer e aprender novas coisas, com internet e outras mídias digitais. Mas o que interessa para o RH, creio, não é quantidade, mas qualidade. Esse ‘think tank’ pretende dar conta do recado”, diz.

A possibilidade de discutir temas de interesse dos brasileiros e conhecer o que os outros  países têm feito a respeito são dois grandes benefícios do novo grupo para a ABRH-Brasil. “Trata-se, também, de uma oportunidade de poder prestar mais um serviço aos nossos associados, via seccionais, para todo o país. E mostrar mais relevância [da associação] a respeito de suas interações com governos, entidades patronais e obreiras, e escolas, por exemplo, sempre com uma ‘escuta’ fora de nossas fronteiras”, conta Savioli.

Leyla acredita que o GSC 20 fortalecerá a WFPMA em elaboração de estudos, trabalhos, análises de cenários e estratégias para o fortalecimento das áreas de gestão de pessoas de seus full members e affiliates members. “Consideramos que a proposta é um asset poderoso na configuração da WFPMA”, finaliza.

O que é o G20 
O G20 é formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia. Foi criado em 1999, após as sucessivas crises financeiras da década de 1990. Entre seus principais objetivos estão estudar, analisar e promover a discussão entre os países mais ricos e os emergentes sobre questões políticas relacionadas com a promoção da estabilidade financeira internacional e encaminhar as questões que estão além das responsabilidades individuais de qualquer organização.

 

Por que o global studies comittee 
De acordo com Leyla Nascimento, uma das principais razões para a criação do grupo é a carência de espaço mundial que reúna as discussões sobre relações do trabalho, como liderança, modelos de gestão, expatriados, benefícios, qualidade de vida etc., que não são encontrados em órgãos como OIT ou ONU que tendem a ver sob um ângulo isolado e não o do RH. Outros motivos para a formação do GSC 20 são:

> As maiores associações de recursos humanos no mundo são as que estão acompanhando de perto as transformações do mundo do trabalho e sofrendo diretamente os seus impactos;

> A troca de experiências entre essas associações permitirá um fortalecimento mundial das ações em gestão de pessoas.

> A discussão de temas centrais da área de gestão de pessoas faz-se imperativa face às mudanças globais dos cenários econômicos, políticos e sociais;

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