A busca pelo protagonismo

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    Por Cristina Fortes

    Cristina Fortes é diretora do escritório da LHH no Rio de Janeiro

    Diante de um mercado de trabalho turbulento e incerto, com transformações constantes e economia instável, ganha vantagem competitiva quem busca se reinventar a cada dia para ascender na carreira. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirmam que o Brasil soma 13,5 milhões de desempregados e 26,3 milhões de profissionais subutilizados no trimestre encerrado em junho. Logo, o cenário é preocupante e o profissional deve assumir verdadeiramente o protagonismo da sua carreira.

    Neste contexto, é preciso que haja mais atitude e menos acomodação. Seria interessante que cada profissional se imaginasse como um personagem de filme, que ao longo da história é movido por um ideal, dando o melhor do que é capaz e, variavelmente, tem um final feliz. Ficção à parte, na vida real ser bem sucedido envolve planejamento, satisfação pessoal e propósito na carreira. Logo, o profissional que sabe o quer se diferencia dos demais porque alinha o objetivo com a ação e consequentemente colherá bons frutos em médio e longo prazo.

    Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva com 220 profissionais, entre CEOs e profissionais de RH, 53% dos entrevistados consideram difícil encontrar profissionais para vagas em nível gerencial que pensem “fora da caixa”. Já 46% acreditam que o grande obstáculo é ter um colaborador capaz de atuar no mercado global. Na era da trabalhabilidade, o grande desafio profissional é se manter atrativo, adquirindo e executando competências que sejam valorizadas no mundo corporativo. A evolução precisa ser contínua, buscando o desenvolvimento na capacidade de atuar em grupos, gerenciar equipes, trabalhar sob pressão e otimizar o tempo, alinhando-o à finalização de tarefas com qualidade.

    Gerenciar a própria marca dá trabalho, mas vale à pena. Afinal, a carreira linear, ou seja, no formato como a conhecemos tem data para acabar e, em menos tempo que imaginamos, será substituída por outras interfaces e tecnologias. E vale lembrar que muitos buscam o êxito, mas poucos se esforçam de verdade para merecê-lo. Ser protagonista é tomar as rédeas e se responsabilizar pela carreira que está disposto a construir.

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