Colocando a mão na massa

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Vera Lúcia Bejatto / Crédito: Divulgação
Vera Lúcia Bejatto é presidente da Victoy Consulting / Crédito: Divulgação

O mundo corporativo precisa entender que se queremos ter maior produtividade, menor absenteísmo e presenteísmo, temos que investir na prevenção e promoção da saúde no ambiente empresarial, pois não existe outra fórmula de manter controlados os custos dos planos de saúde.

Trocar o plano de saúde costumava ser a medida mais comum adotada pelas empresas diante de um reajuste relevante feito pela Operadora contratada. Hoje, porém, a mudança já não é tão simples. A consolidação no setor de saúde suplementar e o crescente número de prestadoras desse serviço com dificuldades financeiras diminuíram as opções de planos de saúde ofertados. Além disso, não adianta apenas fazer a troca porque se houver um problema na carteira, ele será repassado para a outra operadora e, na renovação do contrato, haverá aumento de preços novamente.

Outro fator importante é que se a empresa já passou por várias operadoras, o seu retorno é quase impossível, já que deixam um rastro de despesas assistenciais para trás quando cancelam o contrato. Portanto, existem empresas hoje que não têm mais opção de mercado, permanecendo com uma elevada fatura e sem ter para onde ir.

Diante desse cenário, ganha força a contratação de consultorias especializadas em gestão dos benefícios para implantação da gestão integrada da saúde, que tem sido uma grande saída para os gestores de RH e financeiros.

Mas tudo isso é possível, desde que os Gestores de RH e Financeiros tenham ciência de que os planos de saúde são reajustados pela inflação médica e sinistros, e que, se não houver uma “ação imediata”, a tendência é de piora. O grande desafio do RH, sem dúvida, é a montagem de uma equipe multidisciplinar para cuidar da saúde dos seus funcionários.

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