Congresso nacional de liderança feminina propõe mais mulheres na política

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O 1º Congresso Nacional de Liderança Feminina (Conalife) debateu como avançar nas questões relativas à equidade de gênero e empoderamento das mulheres. Promovido pela ABRH-SP em parceria com a ONU Mulheres, o evento reuniu mais de 600 congressistas na quarta-feira (22/6) no Teatro Cetip – Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

O presidente da ABRH-SP Theunis Marinho anunciou uma ação popular para ampliar a participação feminina nas casas legislativas (federal, estadual e municipal) para 50%. Isso mudaria a lei nº 9.504, de 1997, que exige que os partidos e coligações tenham 30% de mulheres na lista de candidatos para eleições. O projeto de lei de iniciativa popular é previsto no artigo 61, parágrafo 2º da Constituição Federal de 1988, e será entregue à presidência da Câmara dos Deputados.

Congresso nacional de liderança feminina propõe ação popular
Theunis Marinho, presidente da ABRH-SP Foto: Marcelo Marques

“A ação precisa de no mínimo 1% da população eleitoral nacional mediante assinaturas distribuídas por pelo menos cinco Estados federativos e no mínimo 0,30% dos eleitores em cada uma dessas unidades. A ABRH-SP quer se unir a todas as entidades e movimentos da sociedade civil que veem justiça nessa causa, incluindo também a ABRH-Brasil e todas as demais seccionais”, afirmou Marinho.

Nadine Gasman, representante do Escritório da ONU Mulheres no Brasil, participou da abertura do Conalife afirmou que a chave para atingir a proporção de 50-50 no trabalho são as pessoas que fazem o recrutamento nas empresas. “Falar para uma audiência lotada por essas pessoas neste teatro é realmente um grande privilégio”, disse.

A programação teve três painéis com os temas “Conhecimento”, “Atitude” e Inspiração”. No “Conhecimento”, participaram Fernando Modé, vice-presidente corporativo do Grupo Boticário; Paulo Nigro, presidente do laboratório farmacêutico Aché; Lígia Pinto Sica, coordenadora do Grupo de Pesquisas em Direito e Gênero da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas; Marienne Coutinho, sócia responsável por International Tax da KPMG e copresidente da WCD no Brasil; Tania Cosentino, presidente da Schneider Electric para América do Sul, moderados por Lilian Guimarães, vice-presidente da ABRH-SP.

O “Atitude” discutiu as melhores práticas de seleção e retenção de mulheres e as questões de sucessão e carreira, com Rosilane Purceti, diretora de RH do Grupo Sanofi Brasil; Lia Azevedo, vice-presidente de Desenvolvimento Humano e Organizacional do Grupo Boticário; e Laura Pires, diretora de Sustentabilidade e do Instituto GPA do Grupo Pão de Açúcar (GPA), sob a moderação de Sofia Esteves, fundadora do Grupo DMRH e da Cia de Talentos.

Já o “Inspiração” destacou exemplos de mulheres que obtiveram sucesso nas áreas social, política, de RH e empreendedorismo. Participaram do debate Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora; Fernando Rodrigueiro, diretor de RH da Unilever; Raquel Preto, sócia da Preto Advogados; e Alcione de Albanesi, presidente da ONG Amigos do Bem. A moderação ficou com Leyla Nascimento, presidente da Fidagh – Federación Interamericana de Asociaciones de Gestión Humana.

Durante o evento também houve uma homenagem para Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho Administrativo do Magazine Luiza, pelo trabalho em prol da equidade de gêneros no ambiente corporativo. O Conalife destacou a trajetória de Luíza como símbolo de luta, conquista, garra, coragem, fé e atitude.

“Eu acompanho há mais de 30 anos, e desde os primeiros eventos, a luta da ABRH para mostrar que as pessoas são importantes dentro das organizações”, disse Luiza, que reforçou que investir na mulher é fundamental para que o país se desenvolva economicamente.

No final do dia, houve um pocket show de clássicos da MPB com a soprano brasileira Carmen Monarcha, solista convidada da André Rieu & Johann Strauss Orchestra, acompanhada pelo pianista Daniel Gonçalves.

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Foto: Marcelo Marques

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