Convergência é essencial

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Discutir os desafios na formação do futuro profissional é um dos destaques do Conexões Setoriais, novidade este ano no evento

O assunto não é recente, mas continua a pedir a atenção de sempre: os profissionais formados pelas instituições educacionais do país não estão preparados para atender às necessidades das empresas. Apesar dos esforços, a distância entre o mundo acadêmico e o mundo corporativo ainda é grande e continua a ser um obstáculo estratégico no avanço da competitividade brasileira.

“Nossas universidades não caminham na mesma velocidade do mercado, o que afeta diretamente a empregabilidade. Com isso, o setor empresarial tem de complementar a formação e oferecer uma visão mais prática aos jovens que buscam colocação profissional.

Prova disso é o número cada vez maior das chamadas universidades corporativas, que nada mais são do que as empresas procurando uma atuação mais eficaz no ambiente competitivo do mercado”, contextualiza Rogério Mainardes, diretor da ABRH-Brasil, que possui forte atuação na área da educação como diretor corporativo de marketing do Grupo Positivo e diretor-geral da Escola de Comunicação e Negócios da Universidade Positivo.

Ele assinala que atuar em um mercado globalizado como o atual implica formar profissionais com desempenho e eficácia globais. E, embora muito tenha sido feito e exista um volume expressivo de iniciativas em curso, ainda é muito pouco para colocar o país no patamar competitivo internacional.

“A grande maioria das instituições educacionais brasileiras está voltada para um universo burocrático e formal que, muitas vezes, não faz nenhum sentido no mercado global com o qual o recém-formado se depara. Precisamos nos unir para pensar na geração de empregos, na melhoria da competitividade e na autoestima e motivação dos jovens para o universo do trabalho”, salienta, acrescentando que o país está desperdiçando e frustrando talentos.

Conexão setorial
Por conta desse panorama, a ABRH-Brasil reservou espaço no CONARH para promover um encontro entre gestores de pessoas e educadores, o Fórum Brasil – Educar para crescer. “Estamos abrindo as portas do mundo empresarial para que as instituições educacionais se aproximem. Sabemos que gerar empregabilidade para um estudante é prepará-lo para atender às necessidades do mercado. Isso é o exercício da ‘influência e ação’, propósito da gestão 2016-2018 da associação”, diz Mainardes, que coordena o fórum.

Restrito a convidados, o encontro terá as conclusões amplamente divulgadas após sua realização. De acordo com Mainardes, a contribuição maior que a ABRH vai oferecer com essa iniciativa é a demonstração de que os responsáveis pelos recursos humanos nas empresas estão abertos para ouvir o pensamento e o direcionamento da educação brasileira.

E esse, garante o coordenador, é apenas o primeiro passo para um diálogo mais amplo.

Estão confirmadas participações de destaque do cenário educacional brasileiro: Ozires Silva, reitor da Unimonte; Ronaldo Mota, reitor da Universidade Estácio de Sá; e Daniel Castanho, presidente do Grupo Anima; além do empresário e escritor italiano Sérgio Casella, professor convidado da Universidade de Pisa.

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O Fórum Brasil – Educar para crescer faz parte do Conexões Setoriais, uma das inovações do CONARH deste ano. Trata-se de um espaço reservado para encontros privados, com o objetivo de reunir lideranças de setores estratégicos para contribuírem – à luz do desenvolvimento de pessoas – com avanços para o país.

“Além da área da educação, os setores de agrobusiness, startups, empresas familiares e indústria do futuro compõem a lista de fóruns que promoveremos durante o CONARH. Essa iniciativa traduz, de maneira muito clara, o propósito da ABRH-Brasil de promover influência e ação do RH”, diz Daviane Chemin, vice-presidente da entidade e coordenadora do Conexões Setoriais.

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