Dicas de culturas organizacionais para engajar o time

    0
    898

    Líderes de empresas reconhecidas em diversas áreas do mercado revelam as culturas organizacionais que estão desenvolvendo internamente para engajar seus colaboradores, tornar o ambiente da empresa em um lugar harmonioso e evitar turnovers. Conheça os principais segredos do sucesso para engajar sua equipe:

    Viver os valores diariamente
    Para o Peixe Urbano, é muito importante o conceito de “walk the talk”, ou seja, os valores organizacionais (Comunicação Aberta, Respeito, Excelência, Foco e Paixão) são vividos em todas as suas ações. A empresa conta com um time predominantemente jovem, por isso as lideranças necessitam estimular o aprendizado e promover desafios constantemente. “Para evitar turnovers, fazemos regularmente análises do clima organizacional e damos feedbacks constantes à equipe. Além disso, oferecemos regularmente cursos de reciclagens e aperfeiçoamento, uma jornada de trabalho que estimula a qualidade de vida, remuneração compatível com o mercado aliada a bônus e benefícios, como descontos em academias e cursos compatíveis com a área de atuação”, afirma Anderson Valverde, diretor de Recursos Humanos do Peixe Urbano.

    Cultura Colaborativa
    O Elo7, marketplace de produtos criativos e autorais, tem uma cultura colaborativa com foco nas pessoas. “Nós valorizamos a intervenção humana e o relacionamento interpessoal. Aqui a equipe trabalha com amor porque sabe que o fruto do trabalho impacta na vida de outras pessoas – ou seja, existe propósito no trabalho. Cada colaborador sabe da importância do seu trabalho e de como isso é precioso para nosso negócio e também para a vida de tantos compradores e vendedores”, explica Carlos Curioni, CEO do Elo7.

    Talentos no time
    Para a MaxMilhas, empresa que oferece passagens econômicas, conectando quem quer viajar a quem tem milhas para vender, a valorização do time é fundamental para o crescimento e a consolidação da empresa. Tanto que uma estratégia para retenção de profissionais é descobrir talentos dentro do time. “Antes de divulgarmos as vagas, avaliamos se há interessados em mudar de equipe. Somente no mês de maio, realizamos três transições para os times de Marketing, TI e Financeiro”, explica o CEO e cofundador da MaxMilhas, Max Oliveira. Além disso, a empresa também tem uma política de avaliação de desempenho com o objetivo de reconhecer os talentos e traçar planos de carreiras para cada um dos funcionários.

    Contratação com diferencial
    Na Leiturinha, o maior clube de assinatura de livros infantis do Brasil, o foco é atrair e desenvolver pessoas que tenham desempenho e competência diferenciadas e que estejam preparadas para assumir posições-chave. “Dessa forma, mantemos os times motivados e retemos os melhores talentos. Além disso, conseguimos desenvolver um ambiente que favoreça a identificação, captação, criação, organização, utilização e reutilização do conhecimento técnico e organizacional”, explica Carolina Borges, líder da área de Gente da Leiturinha.

    Sem hierarquia vertical
    Em funcionamento desde janeiro de 2016, o Celcoin, aplicativo de serviços financeiros para quem não possui conta em bancos, nunca teve um pedido de demissão ou precisou demitir algum funcionário. Na opinião de Adriano Meirinho, CMO do app, a taxa zero em turnover é resultado de uma junção de fatores, como o recrutamento totalmente internalizado, com a contratação apenas de candidatos alinhados à cultura da empresa, a busca por profissionais multidisciplinares e o estímulo ao aprendizado em diversas áreas. “Em nossa cultura organizacional, adotamos como princípio a holocracia, ou seja, não temos hierarquias entre os departamentos e todos os funcionários são aptos a tomar decisões. Entendemos que esse modelo é essencial para dar velocidade aos projetos, delegando autonomia para todos de maneira igualitária. Todo e qualquer novo projeto, serviço e melhoria é discutido entre todas as áreas de negócios em um comitê – não existe qualquer ação “top-down”, não existe hierarquia vertical”, explica Meirinho.

    comentários