Em outro nível

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Os componentes valiosos que devem estar presentes na cultura organizacional de toda empresa

Todos sabemos que cultura organizacional é fundamental nos momentos de crise, porém, dificilmente pensamos quais elementos fazem o sucesso ou o fracasso das organizações.
Cultura está para as organizações como a personalidade para seres humanos. Da mesma forma, como uma pessoa pode ser mais agressiva, inovadora, colaborativa, as empresas também seguem o mesmo modelo. Cultura e personalidade são conjuntos de características, hábitos e crenças estabelecidos por meio de normas, valores e atitudes.

Empresas podem escolher serem mais ou menos arrojadas, assumir maiores ou menores riscos, com maior ou menor competitividade entre times, entre pessoas, enfim, as empresas podem escolher a cultura que melhor as diferencie competitivamente.

No entanto, existem duas características das quais as organizações jamais deveriam abrir mão, pois, se o fizerem, principalmente em tempos de crise, estarão correndo alguns riscos.
A primeira delas é a resiliência. Uma empresa que se conforma com o status quo tende a ser conservadora e complexa. Em tempos de transformação constante, tanto no aspecto econômico quanto político, as organizações não podem se dar ao luxo de repetir velhos erros e aceitar processos obsoletos. A necessidade de reinvenção e melhoria contínua é chave para sobrevivência.

A segunda característica é coragem gerencial. Coragem para desafiar, discordar e reportar e aprender com os erros. Do contrário, cria-se uma cultura do silêncio e do medo, extremamente perigosa em que as pessoas não se sentem responsáveis, não há compromisso com a empresa, apenas com o trabalho individual. Neste caso, a probabilidade de um problema menor gerar uma questão insolúvel é infinitamente maior do que naquelas empresas onde a tolerância ao erro é aumentada e o clima propício para conversas honestas e transparentes.

Theodore Roosevelt, em um discurso, disse: “Não é o crítico que importa; nem aquele que aponta onde foi que o homem tropeçou ou como o autor das façanhas poderia ter feito melhor. O crédito pertence ao homem que está por inteiro na arena da vida, cujo rosto está manchado de poeira, suor e sangue; que luta bravamente; que erra, que decepciona, porque não há esforço sem erros e decepções; mas que, na verdade, se empenha em seus feitos; que conhece o entusiasmo, as grandes paixões; que se entrega a uma causa digna; que, na melhor das hipóteses, conhece no final o triunfo da grande conquista e que, na pior, se fracassar, ao menos fracassa ousando grandemente”.

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A reflexão que este texto traz é relevante para empresas e pessoas. É natural do ser humano sentir medo em tempos de instabilidade. Por isso, o momento faz com que as pessoas se mantenham em sua zona de conforto. Empresas que construírem culturas fortes em que resiliência e coragem gerencial estão presentes, estarão em um patamar diferente e, com certeza, coletivamente garantirão um ambiente saudável e de negócios sustentáveis.

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