Empresário brasileiro retoma otimismo para os próximos 12 meses

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Pela primeira vez desde janeiro de 2014 a expectativa dos empresários brasileiros para os próximos 12 meses volta a ser otimista. É o que aponta uma pesquisa trimestral da auditoria e consultoria Grant Thornton, que avalia a expectativa de líderes de mercado em 36 economias.

O índice de -13% subiu para 18%, elevação de 31 pontos no estudo International Business Report (IBR). A pesquisa é realizada há 22 anos para fornecer informações sobre as opiniões e expectativas de mais de 10 mil empresas. São entrevistados CEOs, diretores, presidentes e outros executivos seniores, levando em conta os cargos mais relevantes para cada país.

De acordo com o estudo, os fatores que mais contribuíram para essa elevação foram estabilidade econômica, perspectiva de aumentar receita e rentabilidade. O Brasil subiu 3 posições, saindo de 26° para 23° país mais otimista. De forma inédita o Japão caiu para última posição, abaixo da Grécia que vinha, nos últimos trimestres, sendo o país menos otimista. Os melhores indicadores ficaram com Filipinas, Irlanda e Índia.

No Brasil, a incerteza econômica que seguia em alta nos últimos trimestres, caiu 15 pontos percentuais (de 70% para 55%), em comparação ao primeiro trimestre de 2016. A maior confiança do empresariado também foi constatada nos outros indicadores da pesquisa.

Apesar mudança no humor, os empresários mostraram cautela na expectativa sobre temas como aumento na exportação, aumento real de salário e ampliação de financiamento para os próximos 12 meses, onde houve pouca ou nenhuma mudança nos indicadores.

Daniel Maranhão, sócio líder da área de consultoria e auditoria da Grant Thornton, diz que olhando para a América Latina, sobretudo Brasil, México e Argentina, o pessimismo que abateu essas economias principalmente em 2015 está gradualmente sendo revertido.

“A perspectiva de estabilização da atividade econômica, as exportações que podem continuar respondendo positivamente ao câmbio real mais favorável e uma melhora no consumo doméstico têm sido fundamental para volta da confiança do empresariado nestes países.”

Empresário brasileiro retoma otimismo para os próximos 12 meses

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