Empresas apostam em gestão de talentos para enfrentarem novos desafios do mercado de trabalho

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Testar uma antiga crença de muitos que trabalham em RH: a de que priorizar questões sobre a força de trabalho melhora o desempenho da empresa. Esse foi um dos objetivos buscados no Workforce 2020, estudo independente e global da Oxford Economics, apoiado pela SAP, que analisou milhares de empresas de alto e baixo rendimento em todo o mundo e comprovou, na prática, a correlação entre priorização dos investimentos na força de trabalho e melhores resultados financeiros.

Edward Cone, editor-chefe de Thought Leadership, da Oxford Economics, comenta que os resultados demonstram uma clara divisão entre aqueles que estão posicionando suas empresas para o futuro do trabalho e aqueles que não estão. “Esperamos que essas descobertas destaquem que o talento realmente importa – e as empresas que não estão acompanhando as mudanças até o momento não podem mais ficar para trás”, conclui.

O estudo define “alto crescimento” para empresas que informaram um valor de vendas maior do que a média ou crescimento de lucros durante os três últimos anos. Dos 2,7 mil executivos entrevistados, 15% informaram um crescimento de vendas acima da média, e 32% informaram um crescimento abaixo da média. Veja, a seguir, algumas considerações que são características nas empresas com melhores práticas de gestão de talentos:

Planejamento para as mudanças demográficas da força de trabalho do futuro

Executivos de empresas de alto desempenho tendem a ser mais interessados no futuro, mais adaptáveis às tendências da força de trabalho e a dar maior atenção às mudanças relativas ao ambiente de trabalho. Para eles, a entrada dos millennials, também conhecidos como jovens da geração Y (nascidos entre 1980 e 2000), e o envelhecimento da força de trabalho são as duas mudanças que afetam suas estratégias de negócio.

“Todas as organizações criam estratégias de negócios. Mas transformá-las em resultados requer pessoas comprometidas, envolvidas e produtivas. A função de recursos humanos, portanto, nunca foi tão importante para o sucesso da empresa. O RH tem a oportunidade de encontrar, apoiar e gerar o talento que, por fim, gera um grande sucesso financeiro, uma conexão validada pelo estudo Workforce 2020”, diz Celso Matoso, vice-presidente de vendas para soluções da SuccessFactors, uma empresa do grupo SAP.

Recrutamento e retenção de melhores talentos

As empresas que mais crescem são as melhores quando se trata de atrair talentos de qualidade: 55% das companhias de alta performance dizem que estão satisfeitas com a qualidade dos candidatos recrutados para a maioria das posições. Em empresas de menor rendimento, esse índice cai para 46%. A falta de talentos nestas impacta toda a estratégia do local de trabalho.  

Recompensa pelo mérito, não pelo cargo

A meritocracia é muito utilizada por empresas de alto crescimento: 65% dessas empresas são mais direcionadas para o mérito do que para os cargos, contra menos da metade das que têm um desempenho baixo. “Acredito na mudança por meio dos recursos humanos e uma gestão de talentos eficiente é um diferencial significativo no mercado”, afirma Matoso.

Priorização dos problemas na força de trabalho nos “C-levels”

As empresas com maior desempenho priorizam os problemas da força de trabalho em um nível muito mais alto do que as que têm um desempenho menor, chegando até aos níveis mais altos de gerência. Os executivos das empresas que têm um alto crescimento são significativamente mais propensos a dizer que questões envolvendo a força de trabalho influenciam diretamente a estratégia nos níveis de presidência (64% contra 49% das companhias com menor performance).

Quase um quarto dos executivos das empresas de menor performance dizem que os problemas na força de trabalho ficam em segundo plano no planejamento de negócios atual e que vão permanecer assim pelos próximos três anos.

Qualificação levada a sério

Mais da metade das empresas de alto desempenho dizem que oferecem programas de treinamento adicionais como um benefício para os colaboradores. Além disso, as empresas que têm um alto nível de crescimento são 16% mais inclinadas a programas de orientação do que as empresas de baixo rendimento.

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