Empresas optam por demitir funcionários mais caros em cortes

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Com presença constante nos noticiários, a crise econômica tem provocado cortes de funcionários em diversas empresas. Dados da Organização Internacional do Trabalho apontam que a taxa de desemprego no país deve continuar crescendo nos próximos dois anos e atingir 7,3% em 2016.

De acordo com Aroldo Manoel Vieira, consultor da SBA Associados e especialista em gestão de pessoas e processos, é preciso cautela ao fazer cortes de colaboradores. “Muitas empresas demitem seus melhores talentos porque são ‘caros’ para contratar empregados ‘baratos’ e reduzir os custos. Acontece que os considerados caros são aqueles que ajudam a empresa a sair da crise, enquanto os baratos são apenas peso morto”, afirma o consultor.

Para Vieira, pagar mais, mas manter talentos no quadro de colaboradores, aumenta as chances de a empresa obter bons resultados, enquanto baratear os custos contratando pessoas menos qualificadas pode apenas gerar prejuízos.

Ao mesmo tempo, a busca por profissionais multifuncionais se acentua em tempos de crise. Vieira alerta que o perfil que deve ser desejado é o de profissionais talentosos, realizadores, com foco em resultado e que venham contribuir com a melhoria da gestão e dos resultados da empresa.

Mais do que diplomas, sejam de graduação, especialização, mestrado ou doutorado, é preciso buscar colaboradores que tenham motivação, capacidade de relacionamento e de realização com foco em resultado. “Junto com o diploma deve vir uma série de competências e comportamentos. É como a velha teoria do CHA, que alia conhecimentos, habilidades e atitudes”, esclarece Vieira.

 

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