Entre o prazer e o vício

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    Celso Bazzola, diretor executivo da Bazz Consultoria, dá algumas pistas de como descobrir se você é um workaholic e quais cuidados você deve ter.

    • Características
      Essas pessoas constantemente trabalham mais de 12 horas por dia no escritório e ainda levam serviço para casa; são elas também que constantemente recebem críticas por, no fim de semana, ficarem sempre de olho no celular para ver se existe alguma pendência no trabalho.
    • Eu sou?
      Hoje, são constantes os casos de workaholics e isso se percebe a partir do momento em que a pessoa não consegue se desligar do trabalho, deixando de lado sua convivência social e familiar. Assim, torna-se um trabalhador viciado e compulsivo. Sintomas desse distúrbio de comportamento são uma autoestima exagerada, insônia, mau humor, impotência sexual, atitudes agressivas em situações de pressão e, muitas vezes, depressão.
    • Problemas relacionados
      Para a organização, a situação traz mais desvantagens do que vantagens. Inicialmente, pode ser interessante, pois a velocidade dos resultados é satisfatória, porém há um desgaste emocional natural do profissional. Estudos recentes de casos clínicos em consultórios psicológicos e psiquiátricos apontam que o vício de trabalho é similar à adição ao álcool ou cocaína, tornando o trabalho, nesses casos, uma obsessão doentia.
    • É preciso saber viver!
      Não há pecado em trabalhar esporadicamente além de sua carga diária, desde que essa ação seja meramente por necessidade de urgência e de impacto específico. A partir do momento em que a carga horária começa a extrapolar constantemente é preciso refletir. O trabalho será saudável enquanto não aprisionar a pessoa na necessidade constante de falar e estar agindo pelo trabalho. O caminho para combater esse problema é assegurar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, buscar valorizar mais os momentos de lazer e perceber que o descanso é fundamental para melhoria de resultados.
    • Workaholic versus worklover
      É importante diferenciar o amor ao trabalho do vício. Um worklover tem noção de que o excesso se refletirá em conflitos nos relacionamentos pessoais, além de proporcionar efeitos nocivos à saúde e bem-estar. É importante ter em mente que o fato de ser um workaholic não significa que o profissional seja mais produtivo. Muitas vezes, vemos pessoas que não conseguem ter organização no seu dia a dia e acabam trabalhando mais tempo para entregar o mesmo resultado. É importante lembrar que a vida é muito mais do que só trabalhar e que uma mente que não descansa não é totalmente sã. Assim, não adianta trabalhar demais, isso possivelmente ocasionará erros e retrabalhos. Portanto, tem de parar de trabalhar até para poder trabalhar bem. É uma questão de lógica.

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