Estratégias para sobreviver mais de 5 anos de mercado

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    Reconhecer as pessoas que compõem a empresa é um dos conselhos que João Gabriel Chebante, fundador da Chebante Brand Strategy, dá para as organizações que desejam sobreviver no mercado. Para o desenvolvimento de um empreendimento, há quem prefira contratar jovens com pouca ou nenhuma experiência ou profissionais já experientes, mas, independente do status da pessoa no mercado, é necessário se atentar ao reconhecimento de forma transparente dado a elas.

    Falar que empreender no país é um grande desafio já virou clichê, mas, segundo o Sebrae, 80% das empresas brasileiras não sobrevivem aos cinco primeiros anos de negócios, enquanto pesquisas da mesma entidade apontam que somente 1% das empresas ultrapassam a barreira dos 15 anos de existência. Há uma série de fatores para isso, mas os principais recorrem à falta de planejamento, compreensão do mercado/segmento, recursos ou mesmo organização entre sócios.

    Trata-se de um funil muito estreito para uma economia de grande porte como a brasileira. Mas como chegar até lá? E o que vem depois? Com 11 anos de experiência em marketing, Chebante garante a sobrevivência no mercado com a boa organização dessas ideias:

    1) Tenha uma boa gestão de caixa: ainda que não seja o fator principal de morte de uma empresa, um negócio mal-gerido financeiramente mata todas as perspectivas de planejamento dos seus líderes, além de desmotivá-los, bem como sua equipe. O raro é encontrar, entre empresas de pequeno e até médio porte, uma organização clara das suas finanças. Faça e terá o passo primário para a sobrevivência da sua organização.

    2) Tenha uma marca bem estruturada: ao estudar e estruturar negócios ao longo de cinco anos, percebe-se que os projetos que não pensam no desenvolvimento de uma proposta de valor consistente, que se recusam a ter um DNA de marca claro (missão, visão, valores e propósito) estão mais propensos a falhar. Se você não tem uma identidade para defender, você não tem estratégia: está vivendo só de táticas. E alguma hora o seu negócio precisa gerar uma marca ao mercado. Além disso, jamais subestime o valor da comunicação com o público: ser criativo e estar sempre presente é obrigatório em tempos de torrente de informações. Faça publicidade, sempre.

    3) Procure um sistema de vendas sólido e escalável: vender é a base de toda empresa. Mas o trunfo que fará a sua empresa escalar e tornar-se sólida é ter um segmento de atuação, ou um nicho, aonde ela possa ser a referência. Seja um restaurante pautado em gastronomia grega, um pet shop para uma raça específica ou mesmo o posto de conveniência #1 de um bairro tradicional, o grande trunfo é ter um canal de vendas que gere recorrência, que seja a referência para um público cuja receita sustente a operação.

    4) Seja enxuto. E esteja pronto para pular de barco: um erro comum de quem não falhou nos pontos acima é, quando adquire sustentabilidade e começa a crescer rapidamente, tornar a operação maior do que sua demanda – seja investindo em pessoas, estruturas ou mesmo em marketing e comunicação. É o ouro de tolo do mundo corporativo: as maiores empresas de amanhã serão aquelas que aliarão grande entrega de valor com estrutura enxuta, que proporciona uma rápida mudança de modelo de negócio quando fatores do macro/microambiente se apresentam. A Netflix entregava DVDs via correio antes da sua plataforma de streaming de filmes, por exemplo. E hoje, só no Brasil, fatura mais com assinaturas do que o SBT com uma estrutura ínfima.

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