Game jam promete despertar a criatividade do RH

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Seacero, da i9Ação: ilha de inovação

Realizar o maior evento de gestão de pessoas da América Latina e segundo maior do mundo é um desafio que se renova ano a ano na ABRH-Brasil. Na 41ª edição, o CONARH precisa, necessariamente, se reinventar para manter o poder de atratividade diante de um mundo interconectado e com o acesso facilitado a uma infinidade de informações.

O primeiro grande compromisso, uma tradição que se revigora a cada edição, é o de buscar conteúdo pragmático, inovador, coerente com a realidade das empresas e do país e, por isso mesmo, inspirador. O segundo, buscar nomes nacionais e internacionais de alto nível para apresentar esse conteúdo. O terceiro, também superado ano a ano, é criar um ambiente diferenciado, propício ao compartilhamento de práticas e ideias e, portanto, à interação entre os participantes. E o quarto grande compromisso – porém não menos importante – é, a partir de um tema principal, criar um fio condutor criativo, que surpreenda o público de sua chegada até sua despedida.

Tudo isso pode ser exemplificado em uma atividade trazida neste ano, o Game Jam, inspirado no tema central deste CONARH (A arte da gestão de pessoas – Desafios, incertezas e complexidade) e que tem o objetivo de propiciar ao público do congresso uma experiência de criação coletiva de games corporativos.

Trata-se de um workshop conduzido por Fernando Seacero, um dos maiores especialistas em gamificação de empresas do país. Junto com Felipe Vila, seu sócio na consultoria i9Ação, ele vai mostrar na prática que qualquer pessoa pode criar as etapas essenciais – objetivo, regras, mecânica, dinâmica – de um jogo corporativo focado em gestão de pessoas.

Os games serão cocriados pelo público, que, distribuído em mesas com até oito participantes, poderá escolher o foco (gerenciamento de tempo, aceleração de vendas, compreensão de processos e integração de funcionários, entre outros) e, a partir daí, discutir os elementos essenciais, fazer o protótipo e jogar o próprio game para saber seus erros e acertos. A ideia é que também seja feito um rodízio nas mesas, de forma que os grupos possam experimentar os games uns dos outros, avaliá-los e dar feedbacks.

Segundo Seacero, o que mais tem surpreendido os participantes do Game Jam é a sua própria capacidade criativa e a qualidade dos jogos que desenvolvem. Mais do que isso, garante, por trás das canetas coloridas, folhas de papel gigantes, cartas de baralho e outros materiais lúdicos, os jogos, sejam presenciais ou no formato de aplicativos, têm se revelado ferramentas de engajamento e resultado nas organizações. Isso porque, quando a empresa é coautora da solução que será aplicada dentro dela, a probabilidade de aderência é muito maior.

“O Game Jam é, em síntese, uma ilha de criatividade, inovação e reflexão sobre os desafios do dia a dia do RH, algo muito importante, ainda mais neste momento em que é preciso fazer mais com menos, pensar fora da caixa e inovar. Em outras palavras, neste momento em que é preciso ser um artista”, avalia.

Com duas horas e meia de duração, o workshop acontece no dia 18 de agosto, no Transamerica Expo Center, onde o CONARH é realizado.

Confira a programação completa:
www.conarh.com.br

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