Gestão de pessoas sem fronteiras

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Quiros, do Clarín: entender os contextos da “arte” de RH

Quando os países chamados “tigres asiáticos” foram atingidos pela crise financeira em 1997, dizia-se que um espirro na China provocava uma gripe no Brasil. Essa foi a forma de ilustrar os efeitos da primeira turbulência ocorrida no mundo globalizado. E apesar de tantas mudanças, rápidas e constantes, algo permaneceu igual: a necessidade de se proteger contra essa vulnerabilidade a fatores externo. E isso em todas as áreas.

“Um dos aspectos mais complexos da gestão de pessoas é entender os contextos em que exercemos a nossa ‘arte’ de recursos humanos. Em um mundo globalizado, o que acontece nos níveis nacionais e internacionais tem impacto nos nossos países e indústrias e nos apresentam desafios únicos. Compreendê-los é o primeiro passo vital para lidar com eles”, orienta o argentino Horacio Quiros, diretor de RH do jornal Clarín.

Realidade latino-americana

É sobre essa realidade que a Federação Interamericana de Associações de Gestão de Pessoas (Fidagh) promove, durante o CONARH, o painel intitulado Cenários de gestão de pessoas: visão global e latino-americana. O encontro terá Quiros como moderador e reunirá Jorge Jauregui, presidente da World Federation of People Management Associations (WFPMA), Cassio Mattos, past president da Fidagh e vice-presidente administrativo-financeiro da ABRH-Brasil, e Eladio Uribe, presidente do Conselho Consultivo da Fidagh.

“São profissionais de RH de grande destaque, que conhecem muito bem a enorme complexidade da nossa região e do mundo. Eu não tenho nenhuma dúvida de que irão adicionar boas ideias e nos ajudar a entender e refletir para melhorar nossa visão da gestão de pessoas”, avalia Quiros.

A América Latina tem lastro para um debate de alto nível. “Possuímos práticas de gestão de pessoas equivalentes às da maioria dos países desenvolvidos. Temos boas práticas e bons profissionais, que conhecem e aplicam as novas tendências rapidamente. Algumas práticas e competências desenvolvidas em nossos países são reconhecidas além da região”, afirma Quiros, que já presidiu a WFPMA.

Além disso, quem lidera a área de RH em mais de um país latino-americano sabe que é preciso ser um verdadeiro artista para driblar obstáculos como a diversidade estrutural, as diferenças nas leis trabalhistas e a falta de alinhamento entre as economias.

“Embora seja uma vantagem não haver diferenças significativas de idioma, religião e raça, a heterogeneidade dificulta, quando não impede, a transferência de profissionais de um país para outro. Outros aspectos a considerar são a falta de especialistas, especialmente em áreas técnicas, e o alto grau de informalidade e de baixo nível educacional, especialmente nos países emergentes e mais pobres”, comenta o executivo do Clarín.

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