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Ligia, da Companhia de Idiomas: ação estratégica de capacitação

Falar fluentemente outro idioma é garantia de sucesso na carreira? Ele não é o único fator, uma vez que, nesse aspecto, outras questões merecem atenção como os conhecimentos técnicos e, principalmente, as competências comportamentais que um profissional possui. Dominar vários idiomas não necessariamente significa receber salários melhores. Isso depende da empresa, da posição que a pessoa ocupa e do quanto são usadas as competências que ela possui. O domínio de uma língua estrangeira torna-a mais competitiva internamente (para promoções) e externamente (outras propostas). E se o profissional conhecer vários idiomas pode também ser um critério de desempate em uma seleção, especialmente se a empresa for global.

Rosangela Souza, sócia-diretora da Companhia de Idiomas, acrescenta que, em um mercado cada vez mais globalizado e em mudanças constantes, as carreiras são mais dinâmicas. Assim, antes de pensar em aprender finlandês porque a pessoa trabalha, ou pretende trabalhar, na Nokia ou coreano para atuar na Samsung, ela dá uma dica: “A conclusão mais óbvia é que é melhor investir no inglês mesmo, porque o profissional estará preparado para esse dinamismo. A menos óbvia é, como sempre, a menos percorrida e, portanto, diferenciadora. Mas se a opção for a primeira, o que pode diferenciar é então o nível de inglês”, pontua a empresária.

Ela comenta que, para aprender um idioma, são necessários dois fatores atualmente: boas fontes (em que seja possível praticar todas as habilidades); e disciplina (regularidade, ou seja, praticar todos os dias). “Assim, é possível que qualquer pessoa que tenha esses dois fatores possa dominar qualquer idioma”, aponta.

Nas empresas, oferecer cursos ou auxílios para que os funcionários melhorem uma segunda língua deve ser encarado como uma ação estratégica, conforme avalia Ligia Velozo Crispino, também sócia-diretora da Companhia de Idiomas. “O treinamento [de idiomas] não é benefício, é uma ação estratégica de capacitação para uma competência crucial de comunicação em um ambiente globalizado. O RH será cobrado pelos resultados. Portanto, o planejamento deve ser muito bem pensado e executado”, orienta. Como o orçamento não é ilimitado e tem de ser dividido entre as outras ações de treinamento e desenvolvimento, o RH precisa, entre outras ações:

â–º Avaliar quais são as pessoas que realmente devem dominar um idioma estrangeiro, as que são consideradas high potentials e precisarão ser fluentes no idioma estrangeiro. Depois de definida qual é esta população, o RH terá de analisar se o orçamento comporta essa equipe. Se não comportar, precisará elencar regras de seleção.

â–º Ter uma lista de espera e fazer a gestão eventual de encaixes nos grupos montados.

â–º Estabelecer indicadores de desempenho para continuar investindo na equipe que está trazendo o retorno esperado.

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