Mais da metade dos profissionais já sofreu assédio moral ou sexual no trabalho

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Piadas, agressões verbais, gritos constantes; cantadas, propostas indecentes e olhares abusivos. Esta é a realidade de 52% dos profissionais brasileiros, segundo levantamento feito pelo portal VAGAS.com. Entre as vítimas de assédio moral, as mulheres representam 51,9%. Já quando há assédio sexual, esta diferença se acentua: 79,9% dos casos ocorreram com elas. Seja por medo de perder o emprego, de represálias ou de a culpa recair sobre si, 87,5% não denunciam a conduta.

O assédio moral existe quando o empregado é exposto a situações humilhantes e constrangedoras. Já o sexual vai desde uma insinuação verbal até um abuso físico, como o estupro. Para ser considerada assédio, a violência sexual ou moral tem que ser cometida repetidas vezes e de maneira prolongada.

Na maioria dos casos, o assédio é cometido por alguém com posição hierárquica superior: 51,3% das vezes pelo chefe direto e 32,6% por outro superior. Talvez por isso, apenas 12,5% dos profissionais denunciam a agressão que vêm sofrendo. Entre as razões, estão o medo de perder o emprego (39,4%), o medo de represálias (31,6%), vergonha (11%), receio de a culpa recair sobre o denunciante (8,2%) e sentimento de culpa (3,9%).

A pesquisa levou em conta respostas de 4.975 trabalhadores de todas as regiões do país. A amostra foi constituída por 50,7% de indivíduos do sexo masculino e 49,3% do sexo feminino.

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