Manter os custos com saúde em dia

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    Utilizar softwares de medicina do trabalho e estruturar
    programas de qualidade de vida ajudam

    Em um cenário econômico desafiador, como o que o Brasil enfrenta, uma das maiores preocupações das empresas é o controle de despesas. Além de delicado, o momento de revisão dos custos é muito importante para uma gestão eficiente e sustentável do negócio para os próximos anos. Entre outras áreas, a de recursos humanos também tem papel fundamental para a redução dos gastos. Diante de tal realidade, a busca pela redução dos custos com plano de saúde, sem que o serviço ofertado para o quadro funcional perca em qualidade, é uma das principais metas das empresas para este ano de 2017.

    Segundo Marcelo Alves, diretor da Célebre Corretora, empresa do segmento de planos de saúde e seguros no país, para que esse objetivo seja alcançado, são necessárias algumas medidas. A primeira delas é fazer uma boa gestão da saúde da empresa. “Uma gestão eficiente acontece quando a companhia conhece o estado de saúde de todos os colaboradores e aplica atividades específicas para cada problema”, explica.

    Atualmente, para auxiliar nesse gerenciamento as empresas já contam com softwares de medicina do trabalho, que propiciam aos profissionais da área de recursos humanos a obtenção e controle de informações que nortearão as ações visando a saúde e, consequentemente, a produtividade do trabalhador. Entre as funcionalidades dos softwares, o especialista destaca a possibilidade de a empresa ter todo registro de consultas e exames realizados, controle de afastamentos por doenças, gerenciamento dos lançamentos de atestados médicos e balanço anual com comparativo de ocorrências por setor. “Com essas informações, é possível realizar um diagnóstico preciso sobre fatores que estão elevando o índice de sinistralidade do benefício, e consequentemente, impactando no aumento do custo do plano”, diz.

    Uso racional do benefício
    Alves ainda pontua que é preciso estimular o uso racional do plano de saúde para que a sinistralidade não aumente em demasia. “O número excessivo de consultas, exames e terapias realizados por parte dos beneficiários, os quais muitas vezes se mostram desnecessários, é o fator que mais eleva os gastos com o plano. Só esse desperdício causa impacto de 30% no preço do benefício.”
    O executivo também lembra que muitos exames, principalmente os de rotina, possuem prazo prolongado de validade. “Em nova consulta, caso o médico faça um pedido de algum exame que já foi realizado em um curto ou médio espaço de tempo, não há a necessidade de repeti-lo”. Portanto, é fundamental deixar a questão sobre o uso consciente bem clara para o quadro de colaboradores, pois o aumento da sinistralidade do benefício é algo que impacta a todos e não só a quem utilizou o plano de maneira irracional. “Com essas e outras medidas bem desenhadas, a empresa conseguirá manter os custos dentro de uma margem preestabelecida, e, ainda, oferecer um benefício que atenda às necessidades dos colaboradores com excelência.”

    Outro aspecto que merece uma conscientização está relacionado com procedimentos fraudulentos cometidos por parte dos usuários do plano de saúde empresarial. “O empréstimo para outra pessoa que não pertence ao convênio, ocultação de uma doença preexistente e fraude nos reembolsos, por exemplo, são práticas que impactam quase tanto como o uso excessivo e desnecessário do benefício”.

    Revisão do fornecedor a cada três anos
    Se a empresa está com o mesmo plano de saúde há mais três anos, talvez seja o momento certo para consultar novos fornecedores, e possivelmente ter o custo do serviço reduzido. “As empresas pensam que o plano de saúde funciona da mesma forma que o seguro do carro, quanto mais tempo com o mesma operadora melhor, mas não é sempre assim. Os planos de saúde empresariais são reajustados anualmente, e não existe uma limitação proposta pela Agência Nacional da Saúde Suplementar (ANS), ou seja, esse valor será acordado direto com a empresa e o fornecedor. Caso a empresa não tenha feito um acompanhamento de perto na utilização do plano, o valor do reajuste pode ser muito alto”, explica Alves. Além disso, a operadora atual da organização pode estar com a cobertura defasada na comparação com os concorrentes. Por isso, a orientação do especialista é que a empresa faça uma nova pesquisa a cada três anos.

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