Negócios e pessoas

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    Renata Rodrigues Araújo Caetano acaba de assumir a gerência de recursos humanos da Sankhya, desenvolvedora de sistema de gestão empresarial, e conversou com MELHOR sobre seus desafios: desenvolver um RH que atue como um agente de mudanças com foco em resultados e em uma estratégia voltada à inovação. “Atualmente, muito se fala no RH que entenda de negócios, que se alinhe à estratégia, que tenha uma visão focada nos números (resultados). Tudo isso é muito importante e não pode ser desconsiderado, mas tão importante quanto é alinharmos essa atuação estratégica de RH com foco em resultados às pessoas. Não podemos deixar de lado o humano”, diz.

    Qual o maior desafio da empresa e como isso afeta sua área?
    A Sankhya vive um ótimo momento de expansão de seu negócio e crescimento em vendas, o que demanda equipes capacitadas e engajadas com nossa proposta exclusiva de valor, que consiste em oferecer aos clientes uma solução que os conduza à plenitude da aplicação dos conceitos da administração, de forma progressiva e única. Para cumprir esse propósito, nossos programas de atração e desenvolvimento de pessoas precisam estar alinhados à estratégia do negócio, compreendendo nossos desafios e traduzindo-os em ações e programas que contribuam para a formação de equipes capazes e motivadas para a entrega dos resultados esperados. Para isso, buscamos contratar profissionais que estejam alinhados aos nossos valores e propósito e procuramos proporcionar um treinamento de integração por meio da nossa universidade corporativa, que permite conhecer e entender bem o negócio, agregando valor ao nosso cliente. É o RH atuando estrategicamente no negócio.

    Como o RH pode contribuir para criar um clima ou cultura de inovação?
    Nos preocupamos genuinamente com o clima de nossa empresa, mensurando anualmente o grau de satisfação de nossos colaboradores para com as nossas práticas de gestão de pessoas. Isso nos permite entender nosso clima, a percepção de nossos times e conhecer nossos pontos de melhoria. Acreditamos que saber ouvir é uma das práticas necessárias para a implementação de melhorias e evolução, e incentivamos isso por meio de nossos líderes, que buscam construir junto aos seus times um ambiente de respeito e confiança. E, no aspecto da inovação, valorizamos o ambiente colaborativo e aberto às tendências de mercado. Todos os colaboradores têm um plano de desenvolvimento individual (PDI) por meio do qual buscamos estimular, além da evolução nas competências, a autonomia na busca do seu próprio desenvolvimento, e consequentemente, o estímulo a novas ideias e projetos.

    E em uma cultura voltada para resultados?
    Disseminamos na empresa, por meio de alguns programas, nossa cultura de cliente. Quinzenalmente, promovemos encontros de alguns colaboradores de diferentes departamentos com nosso presidente. Nesse encontro, que nomeamos “Café com presidente”, proporcionamos a oportunidade para nossos colaboradores interagirem diretamente com ele, que trata de assuntos como a história da empresa, valores e sobre a estratégia de negócio, permitindo que essas pessoas conheçam e aprendam diretamente com nosso fundador. É um momento rico de disseminação da nossa cultura, propósito e objetivos, que possibilita aos colaboradores conhecerem e entenderem as diretrizes e metas da companhia. Temos também a convenção e o encontro de gerentes, que têm o mesmo propósito de disseminar a cultura de resultados e promover o engajamento em prol da estratégia.

    Dentro de um processo de desenvolvimento profissional, que aspectos o RH não pode deixar de lado?
    Atualmente, muito se fala no RH que entenda de negócios, que se alinhe à estratégia, que tenha uma visão focada nos números (resultados). Tudo isso é muito importante e não pode ser desconsiderado, mas tão importante quanto é alinharmos essa atuação estratégica de RH com foco em resultados às pessoas. Não podemos deixar de lado o humano. O RH precisa entender as necessidades das pessoas, os anseios, as dificuldades, buscando promover por meio de ações e programas um mecanismo que permita ao colaborador a busca pelo seu desenvolvimento e crescimento. É preciso também prover a organização de políticas e processos que valorizem a meritocracia e carreira e permitir que o colaborador busque o seu equilíbrio entre qualidade de vida pessoal e profissional.

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