A importância do apoio de executivos para equilíbrio de gêneros nas empresas

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As mulheres são a maioria da população brasileira com 51,4% do total, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e 52,2% dos empreendedores do país, de acordo com o Global Entrepreneurship. Ao mesmo tempo elas ainda enfrentam preconceito, disparidade salarial e dupla jornada de trabalho dentro e fora de casa. Diante disso, algumas entidades e empresas perceberam o potencial feminino e decidiram mudar sua postura.

Um exemplo é o Movimento ElesPorElas (HeForShe). Criado pela ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, ele convoca os homens a atuarem como parceiros e defensores dos direitos da classe feminina. A meta é ter um 1 bilhão de apoiadores com medidas que contribuam para essa mudança social.

Tal preocupação também faz parte de empresas comandadas por homens, como a Sodexo, multinacional especializada em serviços de alimentação e gestão de facilidades. Recentemente, a organização divulgou um levantamento que mostra os impactos gerados no seu desempenho quando equilibrou os gêneros em todos os níveis. Ao todo, foram entrevistados 50 mil gerentes da empresa em 80 países. Ao conquistar o equilíbrio, a empresa aumentou sua taxa de engajamento mundial em quatro pontos contra apenas um ponto para equipes que possuíam disparidade de gêneros entre 2010 e 2012.

Eliana Dutra fala sobre a importância do equilíbrio entre homens e mulheres nas empresas.De acordo com Eliana Dutra, principal sócia da Pro-Fit e autora do livro “Coach – o que você precisa saber”, iniciativas como essa são de extrema importância para promover uma mudança real. “É preciso que o CEO abrace a causa e analise os dados da empresa no que diz respeito aos seus programas de recrutamento, seleção e promoção, verificando a quantidade de profissionais do sexo masculino e feminino que entraram na corporação em comparação com aqueles que conseguiram alcançar outros níveis hierárquicos. Essa pode ser uma métrica eficiente para ajudar o CEO a identificar quais são os gargalos e os pontos que devem ser desenvolvidos, promovendo assim os direitos das mulheres”, explica.

Para ela, a contribuição das melhores competências de homens quanto de mulheres é vital para um crescimento sustentável e produtivo. “Isso porque um ambiente que conta com um grupo heterogêneo consegue estimular de forma mais efetiva a troca de ideias e inovações bem como aumentar o envolvimento dos funcionários com a corporação”, diz.

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