Processos mais dinâmicos e high-techs

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Profissionais mais experientes e especializados. Processos mais dinâmicos e high-techs. Essas são algumas das tendências que devem dominar nos principais processos de recrutamento e seleção de trainees. De acordo com a consultora Manoela Costa, gerente executiva da Page Talent, unidade de negócios da Page Personnel dedicada ao recrutamento de estagiários e trainees, há quatro situações que devem fazer parte dos processos de recrutamento e seleção de trainees neste ano.

“Temos observado que as empresas buscam profissionais com mais expertise e conhecimento específico. Em tempos de dificuldades e incertezas, é importante recrutar pessoas que possam lidar com situações adversas e ter a habilidade necessária em assuntos mais técnicos. Outra preocupação dessas companhias é como atrair, engajar e recrutar esse trainee”, conta Manoela. Confira a seguir as quatro mudanças constatadas pela especialista nos processos de trainee:

Candidato mais sênior
As empresas estão de olho em profissionais mais experientes, capazes de enfrentar situações adversas com serenidade. “O cenário mudou um pouco. Antes, os mais jovens dominavam esse tipo de vagas. Agora, as companhias querem pessoas com poder de análise e resolução. A experiência conta muito agora”, explica Manoela.

Habilidades em segmentos específicos
Outra demanda que o mercado tem solicitado com mais frequência de candidatos a uma vaga de trainee é que essa pessoa tenha conhecimento de uma área específica. “Essa habilidade é um diferencial hoje em dia. A pessoa que já tem conhecimento e experiência em um setor é avaliada de outra forma. Ter o domínio de um mercado ajuda na hora em que esse profissional começar a lidar com as rotinas e especificidades da companhia em que irá atuar”, detalha.

Processos
mais dinâmicos
Além da experiência solicitada pela empresa, o candidato a trainee que passar pelo processo neste ano encontrará algumas etapas um pouco diferentes em relação aos anos anteriores. “Estamos mudando um pouco a forma de recrutar e selecionar esse tipo de candidato. Vimos que os programas atraem muitas pessoas, mas um número pequeno é contratado e segue seu desenvolvimento dentro da empresa. Estamos transformando o processo seletivo em uma grande oportunidade de aprendizagem, em que mesmo aqueles que não são aprovados saem com a ‘mochila’ mais carregada. Em algumas ocasiões, há realização de workshops, palestras e outras atividades para tornar o processo mais assertivo também”, diz Manoela.

Apresentações high-techs
A novidade fica por conta também da utilização mais intensa de ferramentas tecnológicas que facilitam a interação e contato entre recrutadores e candidatos, como vídeo-selfie, palestras online e cyber-calls. “É um tipo de adaptação que precisa ser feito rapidamente. Como lidamos com um público muito antenado ao mundo digital, é natural que essa relação também aconteça por meio de redes sociais e recursos audiovisuais que facilitem esse contato”, finaliza.

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percurso
IBM BRASIL
Christiane Berlinck assumiu a liderança de RH da IBM Brasil. Há 17 anos na empresa, a executiva já liderou a organização de RH dentro das divisões de consultoria e serviços de tecnologia na região e ocupou diversas posições em finanças, vendas, marketing e operações. Christiane substitui Luciana Camargo, que passa a comandar RH para a IBM América Latina no lugar de Alessandro Bonorino, nomeado para o cargo de vice-presidente mundial de RH para a divisão de Soluções, Delivery e Transformação de Serviços de Tecnologia.

ROCHE DIAGNÓSTICA BRASIL
A Roche Diagnóstica, empresa de diagnóstico in vitro, anunciou Henrique Vailati como novo diretor de RH e comunicação no Brasil. O executivo terá como desafio ampliar o engajamento dos 360 funcionários brasileiros, reforçar o compromisso da empresa com a atração, o desenvolvimento e a retenção de talentos, além de conduzir a comunicação interna e externa da empresa. Vailati é formado em administração de empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e possui MBA em marketing pelo Ibmec.

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Pesquisa
Principal alvo do coaching
Estudo global realizado pela International Coach Federation (ICF), maior associação de coaches do mundo, e conduzido pela PwC, constatou que 27% dos profissionais de coaching brasileiros entrevistados procuram se especializar na área executiva, representada por CEOs e CFOs, devido a serem estes os profissionais que procuram tal serviço com mais frequência. A segunda especialização mais valorizada pelos coaches é em carreira, 21%, seguida por liderança, 14%.

Globalmente, os profissionais de coaching costumam se especializar em liderança (25%), seguida pela área executiva (17%) e negócios (16%). Outro ponto de destaque abordado pela pesquisa é que o coaching já é visto pela grande maioria como uma profissão. Para 67% dos brasileiros, a atividade é considerada uma profissão, enquanto que para 29,5% trata-se de um conjunto de habilidades, e para apenas 3,4%, uma indústria.

Na perspectiva mundial, a visão é semelhante: 64,6% dos profissionais consideram sim o coaching uma profissão, 30,1% acreditam ser um conjunto de habilidades e apenas 5,3%, um mercado.

O estudo
Conduzido pela PwC, o estudo foi realizado em 137 países e ouviu 15.380 pessoas, dentre elas profissionais que exercem a atividade de coaching como principal fonte de renda, além de gerentes e líderes de equipes que utilizam competências da profissão em suas organizações. A pesquisa mostra ainda que, atualmente, existem cerca de 53.300 coaches no mundo todo.

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