Saia Justa no CONARH: integrantes do programa do GNT contam suas experiências com o RH

As meninas do Saia Justa também falaram sobre a dificuldade que sentem em liderar pessoas.

0
2385

Por Carolina Sanchez

Meninas do Saia Justa  Foto: Tricia Vieira
Meninas do Saia Justa Foto: Tricia Vieira

Na palestra magna de encerramento do CONARH 2016, Astrid Fontenelle, Bárbara Gancia, Maria Ribeiro e Mônica Martelli, integrantes do programa Saia Justa do GNT divertiram a plateia contando as experiências que tiveram com o RH ao longo de suas carreiras. Elas também aproveitaram para colocar a visão que têm sobre o que é uma boa gestão de pessoas e para fazer perguntas à Eliane Saad, presidente da ABRH – chamada ao palco de improviso pelo mediador Ricardo Mota, diretor e coordenador da ABRH Brasil.

O clima descontraído começou com o depoimento em vídeo de experientes profissional de RH que falaram sobre situações de saia justa que nunca se esquecerão. A que mais chamou a atenção foi a que levou uma executiva de RH a ter que abordar um líder do alto escalão e pedir que ele não tirasse mais “caca” do nariz na frente de clientes durante reuniões. A equipe não sabia como dizer isso a ele e, então, recorreu a ela.

Mônica Martelli se lembrou de uma entrevista de emprego para ser aeromoça em que respondeu ao “oi, tudo bem? ” do selecionador “chorando as pitangas” de um relacionamento amoroso que estava vivendo. Curiosamente ele deu continuidade à conversa até que ela contasse tudo que queria, fazendo perguntas, inclusive. Ao final ele recomendou a ela que seguisse outra carreira. Disse que a personalidade de Mônica seria reprimida como aeromoça”. “E eu agradeço a ele até hoje porque foi depois disso que eu me matriculei no curso de teatro”, contou.

Liderar não é fácil

As meninas do Saia Justa também falaram sobre a dificuldade que sentem em liderar pessoas. “Quando pela primeira vez precisei demitir um estagiário, demorei meses para fazer isso. Não sabia como falar, não tinha coragem”, lembra Astride. Também falaram sobre como a falta de preparo dos diretores do meio artístico já impactou negativamente a carreira delas.

Maria Ribeiro compartilhou uma passagem de sua carreira em que a troca de diretor de uma novela levou ao corte de alguns atores do elenco, incluindo ela. O problema foi que ela ficou sabendo, por uma repórter que a procurou para uma entrevista, que estava fora. “Tive a maior dificuldade de falar com o novo diretor sobre isso porque ele nunca estava disponível. E, quando consegui, ele começou a argumentar: você tem que entender que a Rede Globo… Então eu disse: a Rede Globo é uma abstração, ela não existe. Você é uma pessoa que resolveu demitir 12 atores, então seja homem de chama-las para conversar e explicar a situação”, desabafou a atriz.

A experiência trabalho de Bárbara Gancia com suas lideranças é um pouco mais positiva. “Na Folha tive chefes maravilhosos, como o Matinas Suzuki, que me formaram. Ele sempre elogiava e incentivava o meu desenvolvimento. Dava até livros para eu ler. Ele te motivava você querendo ou não. E isso me tornou muito leal ao jornal”, afirma.

Ela também quis saber de Elaine Saad como inspirar jovens, que muitas vezes agem como se soubessem mais do que os profissionais mais experientes. “Perguntando como ele acha que deve ser feito aquele trabalho que está questionando e explicar qual é a lógica da tarefa que passou a esse jovem. Quando você faz isso, abre o diálogo e aí a coisa flui”, responde.

 

Astride perguntou sobre como se identifica alguém que tem potencial para ser um influenciador, um ser líder. “Você consegue identificar na forma que se relaciona, constrói sua carreira e demonstra a vontade de liderar”, disse Elaine. “Nem todo mundo quer ser líder, mas todo mundo quer inspirar. Só que os modelos fechados, hierárquicos não oferecem possibilidades diferentes de crescimento”, complementou Mota.

Felicidade no trabalho

Comentando sobre o tema felicidade no trabalho, que foi abordado ao longo do congresso, Mônica destacou que existe uma cultura de ser infeliz no trabalho e falar mal do chefe. “Eu já chego fazendo bastante barulho para dar tempo de eles pararem de falar mal de mim”, brinca.

Ainda sobre felicidade no trabalho, a atriz lembrou que, mesmo fazendo o que gosta, não é possível viver apenas momentos felizes. “Hoje eu vivo o meu sonho, mas não sou feliz o tempo todo, ninguém é.”

Maria ressaltou a importância de as organizações olharem individualmente para os funcionários e apoiá-los em situações que exigem que a pessoa volte mais sua atenção para exercer outros papéis, além do profissional. “A empresa precisa te reconhecer como pessoa, que também é mãe, pai, filho. E se ela estiver junto com você em momentos difíceis, você também vai estar com ela.”

 

comentários