Segurança e conteúdo

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CARO LEITOR | Edição 342

Elaine Saad / Crédito: Divulgação
Elaine Saad é presidente da ABRH-Brasil / Crédito: Divulgação

Minha jornada diária pelo mercado de trabalho, o contato com clientes e profissionais de todas as áreas, me faz constantemente pensar o que diferencia o impacto que um profissional de recursos humanos tem no seu ambiente de trabalho, o tamanho e a profundidade com que consegue influenciar e melhorar a vida das pessoas com quem convive e quanto de credibilidade é capaz de criar em torno de sua imagem.

Observando profissionais que têm conseguido produzir mudanças efetivas em suas corporações, rapidamente percebo duas características em comum: segurança nas palavras e conteúdo na fala. Refletindo sobre elas, percebo que estão absolutamente conectadas, ou melhor, têm de estar, caso contrário o efeito provocado pode não ser tão forte ou mesmo de curta duração. Quando afirmamos algo, temos de buscar embasamento teórico e científico que nos suporte naquela afirmação. A área de RH tem, sim, como produzir métricas, estatísticas e dados que comprovem a efetividade de suas ações. Caso esses dados não estejam disponíveis, eles precisam ser criados, produzidos, tabulados e estudados. A era do “nós não temos como medir” já passou e não convence mais. Esse mergulho aprofundado, esse preparo antes de entrarmos para uma apresentação ou reunião, é o que encherá nossa fala de segurança e o que dará aos nossos pares, colegas e chefes a sensação de segurança e tranquilidade.

Esses são momentos que não podem ser delegados, em que temos de estar lá, defendendo nossas ideias, crenças e aquilo que entendemos ser correto para que as pessoas se sintam melhor e possam trabalhar mais motivadas. É isso o que elas esperam da nossa área.

Vejo que nem todos nós realmente nos dedicamos com afinco ao preparo de que necessitaríamos. Ou porque estamos operacionalmente ocupados, ou porque não o priorizamos, ou porque não temos o hábito de fazê-lo. Porém, construir uma área de recursos humanos mais forte, mais influenciadora e mais protagonista exigirá de nós uma postura mais agressiva em termos da forma como lidamos com nosso próprio trabalho. Essa forma agressiva significa a firmeza de dados, a profundidade de conteúdo e a segurança na transmissão e defesa do que acreditamos. É dessa maneira que abriremos caminhos antes apresentados como pouco prováveis de serem trilhados por profissionais de nossa área na trilha da liderança empresarial.

Elaine Saad
presidente da ABRH-Brasil

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