Treinamento potencializa habilidades de comunicação em todas as áreas

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    Por meio de atendimentos em grupo ou individuais, o workshop desenvolve as capacidades de expressão verbal, corporal e comportamental

    O objetivo primordial de um orador frente a uma audiência é conquistar a atenção do ouvinte, transmitir segurança, ser claro e demonstrar domínio sobre o assunto a tratar. No entanto, uma pessoa com problemas de expressão verbal causa o efeito inverso, dispersando a atenção do público, mostrando-se inseguro e não transmitindo com clareza o conteúdo.

    Daniel Lustig, fundador da Mind Factory, coach e idealizador do Expression Training, conta quais são os problemas de expressão mais comuns e o principal cuidado que um executivo deve ter na hora de se comunicar.

    1. Os executivos ainda têm problemas de expressão verbal? Quais os mais comuns?
    Sim, é muito comum encontrarmos executivos com problemas de expressão verbal. Aqui, nos direcionamos aos empreendedorespor se tratar de um profissional no qual as habilidades como um influenciador de pessoas são mais exigidas. Faz parte de sua rotina de trabalho liderar reuniões, apresentações além dos convites para palestras e workshop. Contudo, esta é uma dificuldade encontrada em todas as áreas, cargos e atividades.

    Dentre os problemas mais comuns estão vícios de linguagem, exageros na formalidade ou na informalidade. Isso acontece porque, já faz parte da rotina do ser humano automatizar atividades e, muitas vezes, levam isso para a sua fala e acabam verbalizando os vícios inconscientemente, como a repetição em cada frase de palavras como “né”, “com certeza”, etc.

    Veja, que não estou entrando no âmbito de regras gramaticais. Um vício de linguagem pode estar correto segundo as regras da língua portuguesa. O problema que quero apontar é que este tipo de comportamento prejudica a qualidade de como a conteúdo será recebido. Já que estes vícios acabam atraindo e dispersando a atenção do público que deveria estar focado na mensagem a ser recebida.

    Aproveito para fazer um alerta que considero um dos mais importantes quando falamos sobre expressão verbal. A primeira preocupação de um orador deve ser adequar a linguagem de seu discurso à audiência, ou seja, em primeiro lugar ele deve conhecer muito bem para quem vai falar. Não importa ter o melhor tom de voz, o melhor vocabulário e ser um expert no tema, se a linguagem não estiver adequada à audiência este será um dos mais importantes problemas de expressão verbal que você enfrentará.

    2. No que se refere à expressão corporal, do que se trata? É o corpo dizer o contrário do que as palavras exprimem? Como resolver isso?
    Quando estamos nos comunicando, seja com uma única pessoa ou com uma grande plateia, utilizamos a comunicação verbal e também a não-verbal. A nossa expressão corporal é uma das formas não-verbais que nos ajudam a transmitir a mensagem, seja por gestos, postura, expressão facial e até mesmo pelo movimento dos olhos.

    3. O que justifica esse problema de expressão corporal?
    Hoje em dia, são inúmeras as técnicas ensinadas em cursos preparatórios de oradores que trabalham com a expressão corporal como apoio para atrair a atenção do público, é uma prática bastante conhecida e difundida para melhoria de performance em apresentações. No entanto, o que eu tenho percebido é um certo exagero que tem transformado o comportamento dos oradores em algo artificial e automatizado. E este foi um ponto ao qual dedicamos muita atenção na criação da metodologia do Expression Training da Mind Factory. Os executivos devem ser preparados para a improvisação, agilidade de raciocínio, criatividade, argumentação e convencimento na comunicação verbal e também na não-verbal.

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