Três fatores que ajudam a moldar uma cultura sólida nas PMEs

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    Garantir que os colaboradores caminhem na mesma direção e seguindo o mesmo propósito têm sido a preocupação de muitas pequenas e médias empresas

    Cultura Organizacional é o conjunto de crenças e comportamentos que ajudam as pessoas a tomarem decisões pela empresa, sem precisarem consultar os fundadores. É o que mantém todos caminhando na mesma direção e responsável por atrair pessoas que compartilham os mesmos valores. À medida que empresas crescem, a cultura organizacional se torna um fator crucial para que se diferenciem e atinjam sucesso no mercado. Preservar o engajamento funcionando no dia a dia e com centenas e até milhares de funcionários é uma tarefa extremamente desafiadora. Como manter a cultura e a missão vivas?

    Para João Pedro Resende, CEO e cofundador da Hotmart, plataforma especializada em soluções para quem cria, vende e distribui produtos digitais, não existe uma fórmula mágica. “É preciso deixar claro – com ações e exemplos – o que é valorizado e o que não é aceito. Isso é o que manterá a cultura disseminada na empresa, e não somente no papel”, afirma. Em menos de seis anos, João Pedro transformou a Hotmart, uma startup especializada em produtos digitais, em uma das PMES mais admiradas pelos colaboradores no Brasil, segundo a Love Mondays. Engajado e atuante na relevância do tema, o empreendedor listou três fatores que são determinantes para tornar a cultura organizacional mais sólida e funcional.

    #1. Clientes nunca vão amar a empresa, se a equipe não amá-la antes. Se as pessoas amarem trabalhar na empresa, elas vão querer se dedicar mais, serão mais felizes, falarão para os outros e vão se empenhar para que a empresa continue prosperando. E isso será refletido desde a hora de lidar com um cliente, até a hora de entregar um produto. Mas como fazer as pessoas amarem a empresa? Eventos internos de integração, troca de experiências e alinhamento de metas; verba de treinamento e educação; construção de um plano de bonificação estimulante e, uma estrutura bastante horizontal onde as pessoas têm bastante autonomia e acesso a qualquer um da empresa são um bom caminho.

    #2. Gente extraordinária gosta de trabalhar com gente extraordinária. Profissionais bons, preocupados em performar e entregar resultados, não gostam de trabalhar no mesmo time de pessoas que fazem corpo mole, reclamam de tudo e só sabem dar desculpas. Pessoas boas querem trabalhar ao lado de pessoas que admiram e que possam aprender e compartilhar experiências e conhecimento. Por este motivo, é preciso estar em uma busca interminável pelas melhores pessoas. Além disso, é preciso, o quanto antes, liberar os funcionários que não funcionam bem na empresa para que possam buscar uma oportunidade que tenham mais a ver com o perfil, ou os planos de carreira deles.

    #3. Deixe o mestre executar sua maestria. Para fazer uma empresa crescer e funcionar bem é preciso que os funcionários tenham autonomia. Isso significa dar a eles o poder de decisão para executar o trabalho. Ter autonomia é poder resolver problemas e implementar novas ideias sem ter que passar por uma série de aprovações dos gestores e líderes da empresa. Porém, autonomia não significa fazer tudo sozinho, sem conversar com os outros membros da equipe, ou buscar feedbacks sobre como esta tarefa pode ser otimizada. Para desenvolver uma cultura de autonomia, é preciso ter um time plenamente confiável, tanto em performance e capacidade de entrega, quanto na certeza de que todos estão alinhados com a cultura, os valores e a visão da empresa.

    “No final, tudo se resume a ter pessoas muito boas à sua volta. Estou falando de gente que não necessariamente tem o QI do Einstein ou a oratória do Obama. Estou falando de gente com vontade de fazer as coisas funcionarem. Gente que está na mesma sintonia”, resume João Pedro Resende.

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