Uma questão de (novos) hábitos

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Pequenas mudanças que podem transformar a sua vida no trabalho

Nem sempre são necessários grandes investimentos financeiros ou programas muito elaborados para transformar positivamente o ambiente de trabalho. Por meio de pequenas mudanças no dia a dia, grandes transformações podem acontecer. Em seu novo livro O poder das pequenas mudanças (Editora Alaúde), a empresária e escritora Margaret Heffernan mostra como a introdução de hábitos simples e valores novos na rotina de trabalho podem gerar um impacto extremamente positivo nas organizações e aumentar a qualidade de vida dos funcionários, refletindo em suas vidas sociais e nas suas famílias:

1 Aprenda a ser um profissional monotarefa
Tentar fazer tudo transforma as pessoas multitarefas em editores ruins. Aqueles que tentam ser multitarefa constantemente acham difícil ignorar informações relevantes e demoram mais para se movimentar entre as tarefas. Segundo a autora, o modo como trabalhamos cria o seu próprio círculo de feedback: quanto mais atenção tentamos prestar a tudo, menos discernimento teremos. Quando focamos algo, aprimoramos nossa concentração e nos lembramos do que fizemos. Sentimo-nos menos exaustos. Então, a monotarefa – focar uma só tarefa por vez – não é apenas mais eficiente, ela também nos torna mais capazes de usar o conhecimento que obtivemos.

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2 Hora demais, produtividade de menos
Consideramos que trabalhar à noite é heroísmo; jornadas longas são interpretadas como comprometimento. Porém, a produtividade não é linear. Podemos trabalhar bem durante 40 horas por semana, mas não mais do que isso. Depois de 40 horas, ficamos cansados e cometemos erros – e precisamos de mais tempo para consertar a confusão que fizemos. Após um estudo realizado durante 40 anos com funcionários públicos, foi constatado que, a longo prazo, a jornada de trabalho estendida causa os seguintes efeitos: trabalhar por 11 horas ou mais por dia dobra o risco de depressão. Uma jornada de trabalho de 55 horas semanais causa perda cognitiva já na meia-idade, incluindo diminuição do vocabulário, raciocínio, processamento de informações, capacidade de solucionar problemas, criatividade e tempo de reação. Essa deficiência cognitiva leve era também um prognóstico de demência e morte precoce.

3 Saia para caminhar
Estudos mostraram que a criatividade aumenta quando tiramos uma folga. Quando distanciamos o olhar do trabalho e fazemos algo simples, como uma caminhada, acessamos outras partes do cérebro que nos ajudam a encontrar os insights de que necessitamos para chegar ao entendimento ou à solução de um problema. Seja ao ar livre ou na esteira, já foi comprovado que caminhar melhora a geração de ideias novas e úteis. Por isso, antes de um brainstorming, quando você ficar emperrado em um problema, ou só porque precisa de uma pausa para colocar as ideias no lugar, saia para uma caminhada. Fazer uma caminhada de meia hora pode ser mais produtivo do que ficar até tarde no trabalho.

4 Perguntas melhores, decisões melhores
As perguntas são o corpo e a alma do conflito construtivo. Elas abrem caminho para o debate que, quando bem feito, nos ajuda a ver o que tendemos a ignorar, desafiando-nos a pensar melhor, pensar de outra forma. Em seu livro, Margaret aconselha que, no caso de decisões críticas, é recomendável nomear um “advogado do diabo”: alguém cuja tarefa será questionar para obter a “desconfirmação”, defender posições opostas e trazer à tona os dados e argumentos que foram deixados de lado.

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5 Tire o melhor proveito dos erros
Ninguém está isento do erro. Entretanto, a forma como o encaramos pode ser feita de modo positivo e produtivo. Se bem-intencionados, os erros não são motivo de vergonha, mas de aprendizado. Em seu livro, a autora apresenta o caso de uma empresa que implantou o “grande livro negro”. Sempre que se cometia um erro, independentemente do nível hierárquico, a pessoa que o cometeu fazia uma anotação nele. Os novos funcionários liam o livro negro ao ingressarem na empresa. “Assim, um simples livro compartilha o aprendizado com os erros – para que eles não sejam repetidos – e transmite uma mensagem poderosa: todos erram”, afirma Margaret. Poder e status não conferem inefabilidade; os erros são a via-crúcis do progresso.

6 Não leve trabalho para casa… nem para suas folgas e férias
Pode parecer estranho, mas, para algumas pessoas, se desligar do trabalho exige um sacrifício sobre-humano. Mas, como em qualquer tipo de vício, há diferentes formas para você se “desintoxicar”. No livro, Margaret fornece algumas dicas como agendar para as férias compromissos que sejam muito difíceis ou caros demais para serem desmarcados, desabilitar o recebimento de e-mails fora do expediente e até mesmo excluir seu e-mail profissional do celular durante as férias. “Essas são atitudes altamente recomendáveis para que o período de descanso seja realmente reparador”, conclui a autora.

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